x
Acrylic On Canvas
WallArt
Surrealism
1983
Modern
74.0 x 100.0 cm
Culturgest - Fundação Caixa Geral de DepósitosÓleo sobre tela pintado à mão no seu tamanho e moldura, feito sob encomenda pelos nossos artistas. ( Encomendar impressão
Comprar imagem em alta resolução)
Escolha entre os nossos tamanhos pré-definidos que respeitam as proporções originais da obra de arte.
Pode inserir as suas próprias dimensões para se adequar a uma moldura ou espaço específico. Se o tamanho selecionado não corresponder às proporções da imagem original, iremos cortar a obra de arte ou estender a pintura com elementos adicionais pintados à mão. Um esboço digital será enviado para sua aprovação antes do início da produção.
Tenha em atenção que a pré-visualização no ecrã não reflete o corte ou extensão real. Apenas o esboço mostrará com precisão a composição final.
Embora tamanhos personalizados estejam disponíveis, recomendamos selecionar uma dimensão da lista predefinida para preservar as proporções originais.
Entrega mundial () em 3 a 4 semanas, em vez das 5 semanas padrão. (14 Agosto). Sem comprometer a qualidade.
Untitled
Dimensões da Reprodução
“I am on a very high pedestal, clap and let me go home alone,” Mário Cesariny famously remarked near the end of his life, a poignant sentiment that encapsulates the complex trajectory of this remarkable work. Painted in 1983, “Untitled” is more than just an abstract composition; it’s a distilled essence of a lifetime dedicated to surrealism, political defiance, and a profound exploration of artistic process. Born in Lisbon in 1923, Cesariny's life was deeply intertwined with the turbulent history of Portugal under Salazar, experiences that fueled his rebellious spirit and informed his art – a realm where logic surrendered to the evocative power of dreams.
Beyond its formal qualities, “Untitled” is rich with symbolic potential. The reclining figure can be interpreted as representing humanity’s yearning for transcendence, a reaching towards something beyond the constraints of everyday reality. The jerking movements evoked by trams – a recurring motif in Cesariny's work – suggest disruption and a deliberate rejection of established order. The “cadavre exquis” technique, where artists collaborate anonymously to create bizarre and unexpected forms, is subtly echoed here, hinting at the collaborative nature of the subconscious mind.
Created in 1983, “Untitled” represents the culmination of Mário Cesariny de Vasconcelos' long and influential career. His association with André Breton and the surrealist movement in Paris profoundly shaped his artistic vision. Cesariny’s work stands as a testament to the power of art as a tool for social commentary and personal expression, particularly within the context of a nation grappling with authoritarianism. He was not merely an inventor of style but a chronicler of his time, reflecting the anxieties and aspirations of a generation through evocative imagery and poetic language.
“Untitled” is a powerfully emotive piece that prioritizes feeling over precise representation. The vibrant color palette – a rich blend of warm and cool tones – generates visual interest and contributes to the painting’s charged atmosphere. The flattened perspective, prioritizing emotional impact, invites viewers into a dreamlike state, encouraging contemplation and introspection. This artwork offers a captivating glimpse into the mind of a visionary artist, inviting us to embrace the beauty of chaos and the liberating power of the unconscious.
Nascido em Lisboa, Portugal, a 9 de agosto de 1923, numa família marcada tanto pelo privilégio como por uma quietude turbulenta, Mário Cesariny de Vasconcelos emergiu como uma das vozes mais distintas do surrealismo português. A sua vida, intrinsecamente ligada ao panorama político da sua nação – particularmente sob o regime autoritário de António de Oliveira Salazar – alimentou um espírito rebelde que permeou a sua arte, a sua poesia e, em última análise, o seu próprio ser. Mais do que apenas um artista, Cesariny foi um cronista do seu tempo, uma voz subversiva que desafiava as normas sociais através de imagens oníricas e versos provocadores.
A infância de Cesariny não foi definida por um conforto idílico. O seu pai, Viriato de Vasconcelos, um habilidoso ourives, e a sua mãe, María de las Mercedes Cesariny, uma mulher espanhola de ascendência francesa, enfrentaram dificuldades matrimoniais que lançaram uma sombra sobre o lar familiar. Esta atmosfera de instabilidade moldou profundamente a perspetiva do jovem Mário, fomentando um sentido de alienação e um desejo de escapar aos confins das expectativas convencionais. Encontrou refúgio na arte desde cedo, desenvolvendo um talento natural para o desenho e a pintura – competências que aperfeiçoou, em grande parte, através do estudo autodidata, inspirado pelas visitas à Fundação Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa, um verdadeiro tesouro de património artístico.
A imersão de Cesariny no movimento surrealista teve início por volta de 1945 ou 1946, impulsionada pela descoberta da História do Surrealismo de Maurice Nadeau. Esta obra seminal apresentou-lhe os princípios da escrita automática e da imagética onírica – técnicas que ressoaram profundamente com as suas próprias sensibilidades rebeldes. Rapidamente, juntou-se ao florescente Grupo Surrealista de Lisboa, liderado por Alexandre O'Neill, tornando-se uma figura central na cena surrealista de Portugal. Este grupo operava maioritariamente na clandestinidade, desafiando os valores conservadores do regime de Salazar através da sua arte e poesia. O clima político exigia segredo; qualquer expressão aberta de dissidência poderia resultar em graves repercussões por parte da PIDE (Polícia Política Portuguesa).
O período entre 1960 e 1974 foi particularmente conturbado para Cesariny. As suas opiniões audazes, aliadas à sua homossexualidade – um tema tabu em Portugal na época – tornaram-no alvo de vigilância da PIDE. Frequentemente encontrava-se no radar da polícia, forçado a viver sob ameaça constante e muitas vezes procurando refúgio no exílio na Grã-Bretanha e em França. Apesar destas pressões, continuou a criar, utilizando a sua arte como uma forma de resistência — uma afirmação desafiadora da liberdade contra a opressão.
A produção artística de Cesariny abrangeu tanto a poesia como a pintura, embora o seu trabalho poético tenha acabado por ser mais amplamente reconhecido. Os seus poemas caracterizam-se pela sua qualidade onírica, fundindo frequentemente experiências pessoais com comentário social e imagética surrealista. Temas recorrentes incluem o amor, a liberdade e o absurdo da existência — tudo visto através de uma lente de observação crítica. Títulos como “you are welcome to elsinore” revelam a sua disposição para confrontar verdades desconfortáveis sobre a sociedade portuguesa sob o domínio de Salazar.
As suas pinturas, embora menos frequentemente expostas do que a sua poesia, são igualmente fascinantes. Em vez de aderir a técnicas de pintura tradicionais, Cesariny utilizou colagem, assemblage e objetos encontrados para criar obras estratificadas e evocativas que desafiam categorizações fáceis. Ele descrevia o seu processo artístico como um ciclo — a poesia a informar a pintura, e vice-versa — um testemunho da interligação dos seus empreendimentos criativos. Obras notáveis incluem “Untitled (DD2CNP)” e “National Theatre and Dance Museum”, ambas exibindo o seu uso distintivo de cor, textura e imagética simbólica.
Mário Cesariny de Vasconcelos faleceu a 26 de novembro de 2006, deixando um rico legado como poeta e pintor que desafiou o status quo. A sua obra continua a ressoar com o público atual, oferecendo uma reflexão pungente sobre temas de liberdade, identidade e as complexidades da experiência humana. As suas contribuições foram reconhecidas por plataformas como Most-Famous-Paintings.com e integradas em coleções como o Museu Nacional de Teatros e Dança, em Lisboa, e a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea a Norte, no Porto. A arte de Cesariny permanece uma parte vital do património cultural português — um testemunho do poder da criatividade para transcender fronteiras políticas e inspirar gerações.
1923 - 2006 , Portugal
Conte-nos sobre o seu projeto e os nossos especialistas em arte fornecerão 3 sugestões de arte personalizadas.
Deixe que selecionamos 3 opções especialmente para você – Grátis!